Nome: Aiko Shiraishi

Originalmente... Karina.

Idade: 19 anos

Email: garotasushi@gmail.com

Sou mulher, sou menina
Inocente e vivida
Sou a lua noturna
Tenho três faces
Sou a chuva, pura...


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Quarta-feira, Junho 25, 2008




Poema escrito na época em que estava escrevendo o romance que postei nos dias anteriores...... Antigo. Do tipo rascunho. Pensei em colocar ele no meio do romance.


E para que a vida
Se esta não é bonita?
A minha e a sua
já foram vendidas.
O ser humano
é a nova mercadoria
Para ser exposta,
para ser vendida
usada e humilhada
à quem tiver mais grana
ao gringo que não nos respeita

E mesmo com tanta corrupção
Mesmo existindo o mensalão
Ainda que haja hipócritas
Quero gritar com orgulho:
Sou brasileiro!

Não aquele brasileiro
que é brasileiro
de quatro em quatro anos.
Sou brasileiro verdadeiro,
que não fecha os olhos
aos políticos e seus erros.
Sou aquele que tem sonhos,
Mas sei ver a realidade.

Sou aquele que canta alegre,
não por pensar que não há maldade,
Mas por ver que ainda há esperança.
E o que não me falta é coragem,
Para fazer a coisa certa na hora do desespero.


:: The book of days, by Aiko :: 1:34 AM :: Comentários:



Domingo, Junho 22, 2008

Texto Inacabado - Caítulo 3

-Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós os entregastes...
“E o que me importa isso? No que me será útil?” Era uma bela manhã ensolarada de domingo. E para Íris, este é o dia de ir assistir à missa com a mãe. Há algum tempo ela saiu da casa dos pais, mas ir a igreja com sua mãe é um ritual que ela ainda mantem, em grande parte porque foi essa mulher que se opôs que ela fosse embora de casa. Mas, mesmo assim, ela foi. Precisava ir. Era necessário se perder dos pais para poder se encontrar. Mesmo que para tanto sua mãe sofresse.
Agora, Íris começa a se perder em seus pensamentos, e, pouco lhe importa o que dizem que aconteceu há mais de dois mil anos atrás. “Não foi um sonho... não foi. A festa, o homem...” A festa foi há dois dias atrás, e ela não conseguia tirar da cabeça o dia após a festa.

-Bom dia... – ela respondeu ao jovem. Sua voz sai do corpo levemente, apenas o volume necessário para ser ouvida – Dormiu bem?
-Acho que sim – diz o jovem hesitante – Não! Quero dizer... Lógico que dormi bem, estava com você.
Íris ri e se levanta da cama. “Onde estão as minhas roupas? Ela as procura, seus olhos passam por todo o quarto até se lembrar de observar o homem... “Humm... ele tem um belo corpo e uma bunda... linda.”, ela sorri ao pensar nisso. Ele está deitado de bruços na cama, com a cabeça apoiada nas mãos. Parte de seu cabelo negro lhe desce pelas costas. Outra, pelo seu ombro, escondendo-lhe parte de seu rosto, dando a Íris a impressão de que ele é um homem jovem, de uns 20 anos...
-Qual é o seu nome? – ela lhe pergunta.
-Alexandre.
-Posso lhe chamar de Alex?
-Pode.
Ela sorri e caminha em direção à porta do quarto. Precisa pegar algo para vestir.
-Ei! – grita Alexandre. Ela já estava quase saindo.
-Fale – ela se volta para ele.
-Seu nome? Qual é o seu nome?
Ela ri, delicadamente...
-Íris. Olha, eu vou procurar alguma coisa para me vestir. Você prefere que eu pegue algo para você também ou você procura suas vestes pela casa?
-Humm... Você não poderia buscar algo para vestir e depois eu procuro as minhas roupas?
-Como quiser. Eu já volto.

-Filha! – Fala uma voz ao ouvido de Íris.
-Hã?
-Íris! Em que mundo você está? Menina, preste atenção na missa, é hora de rezar o pai nosso...
-Sim, mãe. Pai nosso que estás no céu, santificado seja o vosso nome... E a doce voz da jovem mulher se junta a muitas outras nessa oração. Só que, aos poucos, os pensamentos de Íris começam novamente a voar longe...

Íris estava em seu quarto procurando o que vestir. Talvez jeans e camiseta? “Não... Isso não fica legal, eu acabei de acordar. Ah! Este vestido é perfeito!” Ela coloca o vestido e se olha no espelho. O vestido florido, flores rosas e azuis por todo o tecido, ficava bem justo nela até a cintura, para depois o tecido cair levemente até a metade de suas coxas. Lembrava muito uma camisola, o que lhe dava um ar de menina, inocente. “Acho que ficou bom...” diz a mulher. Ela pega uma bermuda e uma camiseta no quarto ao lado. Desce as escadas e vai para o quarto de visitas, onde hoje ela acordou.
-Eu acho que essas roupas vão servir perfeitamente em você – diz Íris entregando a Alexandre as roupas.
Ele se veste e diz surpreso:
-Nossa! Está perfeito! Como você sabia que era o meu número?
-Simples – diz Íris com um sorriso – eu sou observadora.
Ele fica vermelho com a resposta dela e diz:
-Adoro ver você sorrindo.
Ela o abraça.
-Que bom... – ela diz no ouvido dele e lhe dá um beijo na boca.

-O senhor esteja convosco! – diz uma voz cansada, a voz do padre.
-Ele está no meio de nós – diz Íris e as outras pessoas na igreja.
-Abençoe-vos Deus todo-poderoso – o padre diz – Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Várias pessoas fazem o sinal da cruz e dizem:
-Amém!
Íris está indo pegar o seu carro e então sua mãe lhe pergunta:
-O que aconteceu com você hoje? Está tão distraída...
-Me perdoe, mãe. Não é nada não, só estou um pouco cansada por causa do trabalho e aí eu não consigo prestar atenção em quase nada. – Íris fica infeliz de mentir para a sua mãe, mas ela não ia gostar de saber o que aconteceu na noite retrasada, ou o que ela acha que aconteceu, pois ela não se lembra direito...
-Cuide-se minha pequena, eu não te vi crescer para você se matar de trabalhar.
-Certo dona Maria, mas você sabe que não é fácil a vida de atriz novata, não sabe?
Ela achava lindo o nome de sua mãe... Maria lhe lembrava pureza e tudo o que é raro e sagrado.
-Eu sei, mas mesmo assim, se cuida filha.
-Sim mãe – diz a jovem.
Íris acaba de levar sua mãe para casa e se pergunta se deve ligar para Alex. “Será que ele vale a pena?”, bem, ela não quer mais pensar nisso. Tudo o que ela quer no momento é chegar em casa e tomar um banho.


:: The book of days, by Aiko :: 8:05 PM :: Comentários:



Domingo, Junho 15, 2008

Texto Inacabado - Capítulo 2
(Escrito por um amigo)

Olhando seu reflexo no espelho ele ajeita a máscara. Sente-se livre hoje. Parece que aquele pedaço de seda negra que ele agora amarra em seu rosto lhe dá super poderes. O restante da vestimenta está estendido na cama ao seu lado, ele fez questão que a máscara viesse em primeiro lugar.

Como e porque havia sido convidado ele não se lembrava, mas lembrava-se daqueles olhos verdes como duas esmeraldas cuidadosamente incrustadas num rosto que lembrava uma Vênus em mármore alvo e perfeito, tinha lindos cabelos ruivos e encaracolados que lhe desciam pela face que davam ao conjunto da bela mulher um ar de mistério e fascínio. De repente estava lá, de frente para ele, dançando como a graça de um beija-flor, vestia-se de cigana - Conveniente, não! Pensou ele. Estava embriagado, mas não pelos drinks que já havia tomado naquela noite, mas pelos movimentos estonteantes daquela Afrodite.

A oportunidade surge com a repentina mudança no estilo da música, uma romântica canção sobre dois corações apaixonados entregando seus corpos um ao outro sob o luar enchia o ambiente de uma atmosfera de erotismo. Ele decide se levantar e tomá-la em seus braços. Seus lábios eram como dois pedaços do paraíso. O perfume que dela exalava o embriagava ainda mais.

Acordou nu em uma cama desconhecida - Foi um sonho? Alexandre já estava se conformando com a idéia de que tudo não passava de um sonho quando se lembrou - Onde eu estou? Ao olhar ao redor sua mente se embaralhou. Nunca antes estivera naquele quarto. Dois homens praticamente nus dormiam abraçados a um canto e, ao seu lado, a mulher. A mulher de seu sonho olhava para ele sem também entender o que estava acontecendo. - Pense... pense rápido! O que aconteceu nesta noite??? Diga alguma coisa a ela!!! O quê?

- Bom dia! - Diz finalmente, ouvindo as palavras sendo pronunciadas como que por um estranho.



:: The book of days, by Aiko :: 10:55 PM :: Comentários:



Domingo, Junho 01, 2008


Ilustração de Dave McKean

Texto Inacabado - Capítulo 1

Leveza... “Como eu me sinto leve!” A mulher dançava em companhia de um homem trajado com capa e calças pretas, camisa branca. Uma máscara cobre parte de seu rosto, deixando a região da boca exposta. Boca carnuda, pele branca e imaculada. Mechas de cabelo preto lhe caem ao rosto, estando o resto de seu longo cabelo preso num frouxo rabo de cavalo. Ela está embriagada com aqueles olhos cor de mel... Totalmente fascinada. Ele a pega pela cintura para dançar uma música mais calma (seria impressão dela ou era Beethoven o que estava ouvindo?). O rosto dele está muito próximo do dela, seus lábios se abrem à procura dos dela...

“Hummm... Ai, que dor de cabeça! O que aconteceu aqui? Quem é esse homem e por que eu estou pelada?” Ela está confusa, muitos pensamentos lhe passam pela cabeça. Seu longo cabelo ruivo lhe cai em lindos cachos pelas costas nuas. Ao seu lado, um homem de cabelos longos e negros, está nu também. Ela pode ver um casal de homens dormindo abraçados, apenas usando suas cuecas como roupa, num dos cantos do cômodo.
A mulher ruiva se chama Íris, tem 26 anos, e ela encena peças de teatro. A cidade é São Paulo. A casa em que ela se encontra, é a grande e velha casa em que ela mora na companhia de dois amigos: Carlos e Luana. Os três conseguiram comprar por um bom preço a casa, por ser velha, e como eles adoraram o lugar, e a casa em si, que tem um enorme salão de festas, resolveram ficar por lá.
“Esse homem que eu sonhei...” Os pensamentos de Íris são interrompidos pelo homem que estava ao seu lado e acaba de despertar:
- Bom dia! – diz uma voz levemente rouca.


:: The book of days, by Aiko :: 11:18 PM :: Comentários:



Terça-feira, Maio 20, 2008

Burocracia
Burrocracia
Atraso de vida

:: The book of days, by Aiko :: 12:43 AM :: Comentários:



Domingo, Abril 13, 2008

Trecho de um trabalho que fiz para a escola, no ensino médio. Peguei esses dias para ler, e para a minha surpresa, foi como se não tivesse escrito isso:

O Anticristo


“Mediante a sua natureza selvagem, o homem liberta-se melhor da sua não-natureza, da espiritualidade...”
(Nietzsche)


O que é ser cristão, ou melhor, o que é ser considerado cristão na atualidade? Existe algum cristão vivo? Não, segundo Nietzsche “no fundo só existiu um cristão, e esse morreu na cruz” e com a morte desse único cristão, o evangelho também morreu e o que ficou para nós foi um dysangelium, uma má nova. Ser considerado cristão é sonhar com uma vida após a morte, pensar que o corpo é sujo, é pensar no pecado. O cristianismo é a negação da vida.
Nietzsche foi um anticristo. Escreveu vários livros sobre esse assunto, sobre o porquê do cristianismo ser uma coisa ruim:
Este ódio de tudo que é humano,de tudo que é 'animal' e mais ainda de tudo que é 'matéria', este temor dos sentidos... este horror da felicidade e da beleza; este desejo de fugir de tudo que é aparência, mudança, dever, morte, esforço, desejo mesmo, tudo isso significa... vontade de aniquilamento, hostilidade à vida, recusa em se admitir as condições fundamentais da própria vida.
Eu o admiro não por concordar exatamente com todas as idéias dele, mas por ele questionar os nossos valores. A Igreja Cristã proibiu o sexo, dizendo ser pecado. Tudo quanto é instinto foi transformado em pecado. E o instinto é o que nos faz ser humanos! A Igreja quis imperar no mundo e tirar o que o homem tem de mais humano e primitivo. Isso é um absurdo, tanto quanto ao fato de a Igreja também ter queimado livros e pessoas que acusaram de bruxaria. Impediram pessoas de terem conhecimento! Assassinaram Joana D´arc! Quantas injustiças, quanto sangue derramado em nome de Deus. Ou melhor, de pessoas que queriam imperar, que fizeram de tudo para impedir que suas palavras caíssem em descrédito, até mesmo, impedir avanços científicos. E como eu disse antes, nem em tudo esse filósofo acertou, o machismo dele é inaceitável.
Mas, quanto ao cristianismo, bem, primeiro, é compreensível que ele tenha pego uma aversão tão grande ao cristianismo, já que ele cresceu numa casa com sua mãe e tias e irmãs, mulheres devotadas à religião.
Nietzche não critica apenas o cristianismo mas sim as religiões decadentes que pensam mais na vida no paraíso, na vida após a morte, do que a própria realidade - pode causar cegueira, não é ela quem diz a verdade, suas verdades não são unânimes. A vaca se tornou sagrada na Índia, há muito tempo atrás, para que ninguém comesse sua carne e adoecesse...
O cristianismo nos influencia até hoje, com suas noções do bem e do mal. Quem disse que o bem coletivo é bom para o indivíduo? Será que o bom não seria vivermos uma vida aproveitando tudo o que há para se aproveitar e não se preocupar com o depois da morte? As influências cristãs nos prejudicam, nos faz sentir às vezes culpados por coisas que não deveríamos nos preocupar. Esse é o mal cristão, e é por isso que eu adoro Nietzsche, criticar o cristianismo foi criticar o porquê de agirmos como agimos sem saber ao certo o motivo.
Dizer que Deus está morto não é um desrespeito e sim, dizer que os conceitos de bem e do mal estão superados. Não há Deus para te vigiar, você tem que tirar Deus de seu caminho, por um momento, para poder pensar na realidade apenas e como se deve agir perante ela.


"Der Mensch ist ein Seil, geknüpft zwischen Tier und Übermensch - ein Seil über eninem Abgrunde. Ein gefährliches Hinüber, ein gefäherliches Auf-dem-Wege, ein gefährliches Zurücblicken, ein gefärliches Schaudern und Stehenbleiben."
"O homem é corda distendida entre o animal e o super-homem: uma corda sobre um abismo; travessia perigosa, temerário caminhar, perigosos olhar para trás, perigoso tremer e parar." - Nietzsche - "Assim falou Zaratustra", 1883




:: The book of days, by Aiko :: 11:28 PM :: Comentários:



Domingo, Abril 06, 2008

Como a minha inspiração anda me deixando na mão, deixo aqui uma listinha...


10 bandas de rock que fazem a diferença você ouvir (para amá-las ou odiá-las):
(não exatamente nessa ordem)

1. The Beatles
Clássica. Esses caras já tocaram um pouco de tudo. (e sinceramente, eu amo)
2. Rolling Stones
Outra banda clássica. Que não me identifico muito com o som, mas, é clássica.
3. Ramones
Um clássico do punk rock. Sujo e com uma batida gostosa, típico mesmo do punk. Ouvi dizer que o emo é filho do punk, se isso for verdade, o emo é a ovelha negra dele...
4. Deep Purple
Mais um das bandas de rock que está no grupo das clássicas. Para quem quiser ouvir o albúm que tem "Smoking in the Water", está no "Machine Head".
5. Led Zeppelin
É daquelas bandas que já ouvimos músicas dela, mas não sabíamos o nome (tipo o "Immigrant Song" que aparece no "Led Zeppelin III").
6. Pink Floyd
Banda que deu origem à música progressiva.
7. Dream Theater
Para quem gosta de metal e progressivo, um banda de prog metal. Na humilde opinião dessa escritora, uma das melhores do gênero (recomendo o albúm "Metropolis").
8. Red Hot Chili Peppers
Som desncontraído, diversificado e jovem. Para quem for ouvir, recomendo o albúm "Californicacion", e desrecomendo o albúm "Stadium Arcadium".
9. Blind Guardian
Banda de metal, vai desde melodico a gêneros mais pesados do metal.
10. Angra
Apenas para indicar uma banda brasileira de metal ^^ O albúm "Temple of Shadows" é muito bom.

:: The book of days, by Aiko :: 9:29 PM :: Comentários:



Sábado, Abril 05, 2008


Botticelli

A pedidos, uma imagem.... Se não me engano, Vênus e Marte - nunca fui muito boa para lembrar nomes....


Ainda que fizesse bons versos
Eu duvidaria da qualidade deles
Não por me achar má poeta
Não por às vezes me trair
Mas por saber que estou numa fase nada inspirada
Nada inspirada por estar apaixonada




:: The book of days, by Aiko :: 10:26 PM :: Comentários:



Domingo, Março 16, 2008

Estava procurando um velho poema para postar – porque ando numa falta de inspiração – quando entro por acaso num velho blog meu. E resolvo escrever, algo do tipo diário. Porque me deu saudade.

No último post do blog, entre outras coisas, escrevi : “Mais um ano se passou, estou ficando velhinha (ai, 17 anos), e me parece que eu não amadureci nada. Só dou mancada em cima de mancada e ainda vivo no mundo da lua.”. Sinto que, as portas de fazer 20 anos (sim, exagero um pouco, faltam nove meses), estou mudada. Não digo crescida, mas, apenas mudada.

Entrei numa faculdade, num curso que há dois anos atrás não me imaginava fazendo. E, até o momento, estou gostando. E estou me esforçando para fazer tudo direito. Bom, nem tudo. Se tivesse, estaria dormindo agora.

Três horas e vinte e nove da madrugada.
Agora sim, dormir.


:: The book of days, by Aiko :: 3:32 AM :: Comentários:



Domingo, Janeiro 27, 2008

Carolina

Que razão há em dizer
que o amor vem do coração?
Que razão há em dizer
que só amamos os iguais?

Não sei se há razão
Só sei que com ou sem coração
Você me cativou
e ganhou meu amor.

Carolina, minha amiga
quero te dar um poema
para se guardar por toda uma vida
um poema que seja
tão bonito quanto qualquer canção Carolina
e tão especial quanto a menina
para quem escrevo de coração.

Não sei se te dou um diamante
ou apenas uma jóia de falso ouro
mas, independente da beleza de minhas palavras,
escuta-as com carinho essas inspirações de um coração tolo.


:: The book of days, by Aiko :: 4:39 PM :: Comentários:



Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

Meu amado

Nós dois somos apenas um universo,
um mundo a parte.
O que eu sinto não cabe em um verso
e não há palavra que traduza
o sentimento que levo no peito.

Amor: palavra imperfeita para descrever
a eufória que se passa em meu ser.
Há uma revolução dentro de mim,
um antigo regime caiu e um rei tomou o poder.

Um rei reina o meu interior.
É ele que me faz rir e me faz chorar.
Às vezes, os dois ao mesmo tempo.
Ele mantem a ordem e a justiça em meu reino.
E eu, como sua pobre sudita,
só tenho o meu amor para lhe dar.


---------

Definitivamente, não estou seguindo a ordem cronologica dos poemas, mas, fazer o quê? Quereria que o poema que escrevi chegasse nas mãos da pessoa para quem eu o escrevi. Na dúvida, fica aqui...

:: The book of days, by Aiko :: 10:08 AM :: Comentários:



Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Um dos movimentos literários que mais me agradou foi o modernismo. Para que a métrica, a rima rica? "A palavra não foi feita para enfeitar" e sim dizer. O que é certo e errado na língua portuguesa? Não há certo ou errado, há variantes. (E ainda, vem um tal de FHC insinuar que tem gente falando errado...)

Um poema inspirado no movimento modernista:

Poesia para o povo
Muita poesia
Poesia viva
Palavra amiga
Palavra dita no dia-a-dia
Poesia


:: The book of days, by Aiko :: 1:11 AM :: Comentários:



Domingo, Novembro 04, 2007

Algumas coisas são difíceis de se entender quando o assunto é redação. Não difícil de se entender exatamente, mas, de se aceitar. Ainda mais quando a pessoa em questão é poeta (ou acha que é).

O poeta se pergunta “onde foi parar a minha liberdade de poética?” ou ainda “por que não posso escrever isso ou aquilo?”. Tudo bem que há regras que são fundamentais para que uma redação seja boa, para que quem leia, a entenda. Mas tem umas que são bestas. Por exemplo, por que não conversar com o leitor? Machado de Assis, um grande escritor brasileiro, conversava. Por que ele pode?

Se um aluno, num cursinho qualquer, perguntar a algum professor “Dá para ser poético numa redação?”, certamente terá como resposta que não há como se o objetivo for passar em algum vestibular. O objetivo não é ser original. Além de passar a mensagem para o leitor, o escritor tem que escrever numa forma padronizada. A mensagem que se fica é que redações são latas de coca-cola, e que a escrita foi feita para a burguesia.


:: The book of days, by Aiko :: 10:39 PM :: Comentários:



Domingo, Outubro 14, 2007

Ultimamente...

Nenhum homem me satisfaz
Felicidade é uma droga de efeito rápido
Não conheci ninguém sagaz
Acho que vou xingar o cúpido:
Procurei a tampinha da minha caneta,
Mas ela caiu no rio.



Resolvi tirar antigos poemas da gaveta...


:: The book of days, by Aiko :: 9:05 PM :: Comentários:



Quarta-feira, Setembro 26, 2007



Não sei onde começa e onde tem fim,
mas há algo de novo em mim.
Uma tormenta que destruiu o passado
Um nevoeiro que torna confuso meu presente
Meu coração bate acelerado,
Minha razão não está presente.
Tudo está confuso
Passo o dia esperando
a noite para sonhar contigo
Passo os dias esperando
que logo você esteja comigo.

Só sei que pouco sei:
Gosto de você.
O resto é mistério.
O resto é futuro.


:: The book of days, by Aiko :: 1:24 AM :: Comentários:



Domingo, Setembro 23, 2007

Às vezes, a vida fica simples e se quer pouco dela. Ficar deitado na cama, no sofá, na grama. Com alguém conversando sobre a vida e mais além. E acabar dormindo. Dormir abraçado. Olhar estrelas, tomar banho de chuva, dançar na rua, assistir uma comédia romântica.

Coisas bobas. Coisas únicas, se forem com um alguém único. E, tudo isso é futuro.




(e para um futuro próximo, um poema e desenho ^^)

:: The book of days, by Aiko :: 10:59 PM :: Comentários:



Domingo, Setembro 09, 2007

A alma triste
doi de uma forma estranha
bem pior do que qualquer ferida
do que qualquer tortura.
Triste é ter um desespero estranho no peito,
peito que pulsa desesperadamente,
coração que não se conforma,
olhos que não mentem.

:: The book of days, by Aiko :: 9:21 PM :: Comentários:




Poeta Apaixonado
I

O poeta é um fingidor
Mas o poeta apaixonado
é apenas um desesperado
Que só quer cantar o seu amor.

II

Para o apaixonado,
a palavra perde seu valor
pois esta não consegue descrever
o sentimento amor.
Tudo parece poesia
Tudo parece que rima
o poema é nossa vida
nossa vida apenas lírica.


:: The book of days, by Aiko :: 8:58 PM :: Comentários: